QUEREMOS UM REI SOBRE NÓS
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Nessa época de eleição, o tumulto e a confusão que esta se formando até o segundo turno nos traz ansiedade e medo. Muitas informações falsas são expostas e de todos os lados somos bombardeados por opiniões, discursos de ódio e falácias.
Então, me lembrei do texto de 1 Samuel 8, onde após o povo se cansar das ações corruptas dos filhos de Samuel (que não seguiram o exemplo do pai) e pelo fato de Samuel estar velho, eles chegaram até ele e pediram:
"Eles disseram: — Veja! Você está ficando velho e os seus filhos não andam pelos seus caminhos. Por isso, queremos agora que você nos constitua um rei, para que nos governe, como acontece em todas as nações". 1 Samuel 8.5
Quando Israel exigiu um rei terreno, a nação sofreu graves consequências políticas, sociais e espirituais. O profeta Samuel alertou o povo de que um rei traria opressão e perda de autonomia:
- Perda de liberdade: Os filhos dos israelitas seriam recrutados para servir no exército, puxar carruagens e trabalhar nas armas do rei.
- Trabalho forçado e confisco: O rei tomaria os melhores campos, vinhas e olivais para dar aos seus oficiais.
- Impostos pesados: A população teria de pagar um dízimo rigoroso de suas colheitas e rebanhos para sustentar a corte real.
- Escravidão institucional: O povo se tornaria essencialmente servo de um poder centralizador humano.
Consequências Históricas a Longo Prazo
- Divisão do Reino: Após o reinado de Salomão — cujo excesso de impostos e adoração a ídolos estrangeiros enfraqueceu o país —, a nação se cindiu em duas: o Reino de Israel (ao norte) e o Reino de Judá (ao sul).
- Corrupção e Idolatria: Vários reis introduziram o culto a falsos deuses (como Baal), desviando espiritualmente o povo e provocando crises morais profundas.
- Derrotas e Cativeiro: A instabilidade política e a desobediência espiritual culminaram na invasão das nações vizinhas, na destruição de Jerusalém e no cativeiro babilônico.
A história dos reis de Israel mostra que a liderança humana, pode trazer graves consequências. Eles quiseram ser igual as outras nações. Tinham liberdade, autonomia e felicidade, mas por alguma ingenuidade ou loucura, trocaram o manancial de agua viva e cavaram para si mesmos, cisternas rachadas que não tinha agua. (Jeremias 2.13)
E, desde então, temos um rei sobre nós. Alguns séculos passados, os reis invadiam e conquistavam terras, fazendo dos sobreviventes escravos ou pior. Em tempos de democracia e república, temos que votar/eleger um governante que vai governar sobre nós. E não se trata desse lado ou aquele lado. Se trata em escolher o melhor representante do povo.
Contudo, o povo se alienou. Esqueceu que ele é a maior soberania e que é o maior poder. Em Babel (Genesis 11), o próprio Deus declarou que a união do povo, faziam com que eles se tornassem imbatíveis:
"(…) o Senhor disse: — Eis que o povo é um, e todos têm a mesma língua. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo o que planejam fazer". Gênesis 11:6b
Mas, quando houve confusão, o povo sucumbiu e seus planos foram frustrados. Quando Roboão (filho de Salomão) preferiu não atender o pedido do povo, houve rebelião e o reino se dividiu. Anos mais tarde, foram conquistados e perderam a terra e a sua identidade.
Portanto, que possamos entender que as nossas escolhas tem consequencias e que ao escolher um rei sobre nós, possamos escolher alguem que de fato nos ajude e nao nos destrua, tendo conciencia e fé de que o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores está com os seus olhos em todo o lugar e pronto para nos ajudar, quando de todo o coração o buscarmos.
