AS CONSEQUÊNCIAS DO DESAMPARO DIVINO\O CÁLICE
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Alguém disse uma vez que o inferno só é o inferno porque lá não existe a presença de DEUS. O cálice no qual Jesus soou sangue e orou para que o Pai passasse dele, não era o sofrimento físico, mas a ausência da presença de Deus.
No momento da crucificação, além de muitas lições serem aprendidas, a que não nos atentamos é a verdade mais dolorosa: O desamparo divino.
Como Deus é Santo, Santo e Santo e não pode compactuar com o pecado, vemos que na cruz, ao carregar o pecado da humanidade em si, Cristo foi desamparado. E as consequências desse desamparo é:
1. HOUVE TREVAS
Onde não existe luz, existe trevas. Quando Deus afastou a sua presença de seu Filho, a consequência foi imediata: Houve trevas. Quando ficamos sem a presença de Deus em nossas vidas, a única coisa que nos resta é escuridão.
2. VAZIO EXISTENCIAL.
Desde criança ouvi dizer que o vazio interior de nossa alma e de nosso ser só pode ser preenchido por Deus. Mesmo que tenhamos tudo, ainda assim não teríamos nada. Salomão comprovou essa verdade e a descreveu em Eclesiastes 2, chegando a conclusão que no fim, a única coisa que valia a pena era temer a Deus e guardar os seus mandamentos, pois isso era o dever de todo o ser humano. Na cruz, além da escuridão preencher tudo o que havia ao redor, Jesus experimentou o cálice: O VAZIO EXISTENCIAL, A AUSENCIA COMPLETA DA PRESENÇA DE DEUS.
Isso foi tão doloroso, que é a única vez que vemos Jesus suplicar e gritar. Seu grito de desespero nos revela que todo o sofrimento humano não se compara ao sofrimento eterno da ausência de Deus.
Assim sendo, as consequências do desamparo divino é demais para alguém suportar, afinal, como Pedro perguntou: "Para quem iremos nós?" (João 6.68 ) E o apostolo Joao registrou as palavras de Jesus: "Sem mim nada podeis fazer". (João 15.5)